segunda-feira, 7 de abril de 2014

Techint retoma construçãio da P-76 em agosto

A Techint Engenharia e Construção assegura que 95% das contratações realizadas para o projeto P-76 em Pontal do Paraná são de moradores do município e região.
A empresa divulgou texto à imprensa nesta terça-feira (25) para informar que vai iniciar as atividades no município em agosto deste ano e que vai priorizar a mão de obra local.

A Techint, em consórcio com a multinacional francesa Technip, realiza os preparativos construção do projeto P-76, que será desenvolvido na Unidade Offshore Techint (UOT). O projeto, a ser entregue ao cliente Petrobras, realizará a construção de módulos e integrações para um navio FPSO. 

“Atualmente, estão sendo desenvolvidas atividades de engenharia e suprimentos no escritório da empresa no Rio de Janeiro. A construção do FPSO em Pontal estão previstas para iniciar em agosto de 2014, quando o fluxo de contratações deverá chegar a um pico de 2.300 empregos diretos.”

“Em paralelo com as demais atividades, a UOT encontra-se em fase de adequação de suas instalações, contando com mais de 170 colaboradores, dos quais, 95% são oriundos da região. A previsão da empresa é de que, no período efetivo da construção sejam realizadas cerca de 500 contratações por mês.”

“Os números estão em linha com a política da empresa de valorização da mão-de-obra e o cuidado com as comunidades locais. A força de trabalho para a construção do navio será prioritariamente, de moradores da região, que passarão por capacitação e treinamento para atuar nesse tipo de obra.”

Parceria em capacitação
“Visando atender as necessidades da região e contribuir para o desenvolvimento do litoral do Estado Paraná, a empresa apresentou ao Poder Público um histograma da necessidade das vagas a serem preenchidas, que pode ser conferido através do Sine (Sistema Nacional de Emprego). Durante a construção de seu último projeto, mais de 600 pessoas foram formadas através de cursos de capacitação em parceria com o Senai e, muitos destes, foram aproveitados para atuar na obra.”
Correio do Litoral

Câmara aprova normas para telefonia celular e para lixo eletrônico

Os vereadores de Guaratuba aprovaram, na segunda-feira (31), seis projetos de lei em segunda votação e um projeto em primeira.
Câmara aprova normas para telefonia celular e para lixo eletrônicoTambém foram aprovadas diversas proposições de melhorias em ruas, troca de lâmpadas, construção de lombadas e sinalização. Entre elas, um pedido o presidente da Câmara, Mordecai Magalhães de Oliveira, em favor da implantação da hora-atividade para os professores da rede municipal.



Votações

Os projetos aprovadas em segunda votação seguem para sanção da prefeita Evani Justus. O Projeto de Lei Nº 552, do presidente Oliveira, regulamenta a instalação de antenas de telefonia celular. O PL 553, também de Oliveira, cria o programa de Coleta Seletiva de Lixo Tecnológico – Ecoponto.

O PL 554, do vereador Sergio Braga, propõe a construção do Marco Zero da cidade. O PL 555, do vereador Almir Troyner, obriga supermercados e bancos a fornecerem cadeira de roda para pessoas com necessidades de locomoção.

Também foram aprovados dois projetos do Executivo. O PL 1.348, aumenta o potencial construtivo na Zona Balneária, possibilitando a construção de imóveis de dois pavimentos com ático. O PL 1.349, autoriza concessão de uso no Camping Municipal de Guaratuba.

Em primeira votação foi aprovado o PL 560, do vereador Itamar Junior, que institui o Programa Horta na Escola. Houve apenas um voto contrário, do vereador Juarez Temóteo. O projeto ainda terá de ser votado mais uma vez. Também foi aprovado parecer favorável da Comissão de Justiça e Redação ao PL 561, de Itamar Junior, que determina a inclusão de peixe na merenda escolar. Sérgio Braga votou contra o parecer que considerou legal e constitucional a proposta.

Dois vereadores ocuparam a Tribuna na sessão. Mauricio Lense voltou a criticar o projeto que concede um dia de folga para o servidor municipal no dia do seu aniversário. Ele também comentou as informações que recebeu da Promotoria de Justiça sobre a Feira do Braz, realizada na temporada. Itamar Junior defendeu seu projeto de descanso remunerado e disse que se tratava de um benefício merecido pelos funcionários públicos.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Excesso de chuva deixa Bombeiros em alerta no litoral do Paraná

Rio atravessa a região central de Morretes (Foto: Patrícia do Rocio da Rosa/Arquivo Pessoal)A chuva que atinge a região leste do Paraná desde quarta-feira (4), elevou o nível do Rio Nhundiaquara, que corta o município de Morretes, no litoral do estado. De acordo com o Corpo de Bombeiros da cidade, há alguns pontos de alagamentos e a Defesa Civil municipal já entrou em estado de alerta.
Na cidade vizinha, Paranaguá, os Bombeiros interditaram duas pontes de madeira, no bairro Floresta. A interdição foi causada justamente por causa do nível do rio.
Até as 19h20, ainda não havia registros de pessoas desabrigadas ou desalojadas nas duas cidades. Porém, o alerta permanecerá durante toda a noite, já que são esperados até 60 milímetros de chuva nas próximas horas.

Melhorias nos portos reduzem multas do setor de fertilizantes em 23%

A multa paga pelos importadores do setor de fertilizantes por descumprimento de prazos de contrato (demurrage) caiu 23% nos portos paranaenses em 2013. Um estudo feito pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos) mostrou que o setor pagou cerca de US$ 26 milhões a menos em multas.

“A importação de fertilizantes em 2013 foi 5% superior à registrada em 2012 e, ainda assim, conseguimos agilizar os processos de descarga, desburocratizar o sistema e obter ganhos operacionais. Nosso objetivo é seguir a orientação do governador Beto Richa de atender as demandas do setor agrícola. Com a queda no pagamento de multas, o fertilizante chega ao produtor mais barato”, explica o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, (Appa), Luiz Henrique Dividino. 

A Appa fez um diagnóstico de todo o sistema de descarga de fertilizantes para descobrir onde estavam os principais gargalos, que consumiam tempo e tornavam as operações mais demoradas. Uma das mudanças adotadas foi a modernização sistema de conferência das cargas de fertilizantes. Foram retiradas as inserções manuais de dados no sistema, que geravam erros por dificuldade de leitura. 

“Com os atrasos que temos observado nas concessões portuárias por parte do governo federal, estamos investindo na melhora da estrutura atual, até que as novas concessões saiam do papel. São melhorias logísticas, no âmbito daquilo que nos compete, e que estão resultando em efeitos práticos. Faremos o possível para atender a indústria e o produtor agrícola”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

MELHORIAS – A Appa instalou cinco escritórios, montados em contêineres, na faixa do cais, que são utilizados pelos conferentes das cargas. Todos os navios de fertilizantes que chegam ao porto têm suas cargas loteadas para diferentes destinos. É trabalho do conferente – categoria portuária sindicalizada e estabelecida em Paranaguá – verificar o destino do lote, informar isso no sistema e encaminhar o caminhão para a balança. 

Antes, esta ação era toda manual. Agora, com a integração e informatização do sistema, a transferência de dados é eletrônica e, ao chegar à balança, o caminhão passa apenas pela aferição do peso, sem riscos de envio do lote para o destino errado em função de dificuldade de leitura do canhoto, que antes era manual.

O principal ganho, além da agilidade, é que os terminais podem emitir as notas fiscais eletrônicas de cada caminhão, antes mesmo do veículo chegar ao destino. Por outro lado, na retaguarda, há um esforço conjunto dos operadores de fertilizantes para otimizar os espaços para recebimento do produto, muitas vezes aumentando o turno de trabalho para conseguir atender a demanda e reduzir o tempo de atendimento.

Além da informatização, outras medidas contribuíram para a queda no tempo de espera dos navios e para a melhoria na produtividade da importação dos fertilizantes. Em 2013, a Appa inaugurou o Terminal de Fertilizantes, interligado por correias transportadoras, que além de acelerar as operações, diminui a quantidade de caminhões na área primária do cais, aumentando a segurança em todo o processo. Além disso, o número de balanças nos acessos ao cais comercial está sendo duplicado, o que permite que o recebimento de cargas fique duas vezes mais ágil.

Entre as melhorias implantadas no setor pela iniciativa privada está a ativação de um segundo guindaste no terminal da Ponta do Felix, no Porto de Antonina, que dobrou a capacidade de movimentação, e a aquisição também de um novo equipamento pelo o terminal especializado no recebimento de fertilizantes, em Paranaguá, a Fospar.

SINDICATO - Para o presidente do Sindiadubos, José Carlos de Godoi, muitos problemas da demora na descarga estavam fora do domínio do porto. “A Appa fez um importante trabalho de mapear os gargalos. Assim ficou fácil visualizar onde estavam os problemas e atuar pontualmente. Fizemos um esforço conjunto e o resultado foi esta queda expressiva na demurrage. Para 2014, a nossa expectativa é que ela caia ainda mais, já que ainda há ajustes a serem feitos’, explica. 

Segundo Godoi, a queda nas multas refletiu diretamente nos preços dos produtos agrícolas. “Todo o custo da operação é repassado para o preço do produto. Quando conseguimos reduzir estes custos, automaticamente gera-se uma melhora na competitividade do produto agrícola”, afirmo Godoi. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Promotoria requer apoio a jovem que completou 18 anos e tem que deixar casa-lar

A 1.ª Promotoria de Justiça de Matinhos, no litoral do Estado, ingressou com uma ação civil pública requisitando que o município seja obrigado a prestar o apoio necessário para que um jovem, que acaba de completar 18 anos, possa voltar ao convívio em sociedade, após quase seis anos vivendo em uma casa lar, sem que fosse possível a reinserção familiar ou o acolhimento em família substituta. Entre as medidas propostas pelo MP-PR, está o pagamento de aluguel social, durante a fase de readaptação do jovem.
Segundo a Promotoria, no período de permanência na instituição, o rapaz desenvolveu dependência química, o que provocou o seu internamento em entidade de desintoxicação. O período de internamento, porém, já está prestes a acabar e o jovem, agora maior de idade, não poderá voltar à casa lar (o que não seria nem recomendado, no entender do MP).
“É inadmissível, na forma da lei da Constituição, que esse jovem seja pura e simplesmente abandonado à própria sorte, sem ter onde ficar enquanto atravessa a difícil fase de readaptação ao meio aberto e à abstinência de substâncias psicoativas, haja vista que, quando o Poder Público o acolheu, assumiu a condição de ‘responsável legal’ por aquele, não podendo agora,
simplesmente, ‘lavar as mãos’ e deixar de cumprir suas obrigações para com este jovem que, mais do que nunca necessita de proteção integral estatal a que tem direito”, ressalta a promotora de Justiça Rosany Pereira Orfon, responsável pela ação.
A Promotoria relata, na ação, que em maio de 2009, aos 13 anos, o menino foi encaminhado à Casa Lar Doce Vida, entidade de Matinhos destinada ao acolhimento institucional, diante do abandono por parte da família. Um mês depois, também foi levado ao local o irmão caçula do menino.
Os dois permaneceram na casa lar e durante os anos que se passaram foram feitas várias tentativas de adoção, inclusive internacional, mas não houve interessados. A situação do jovem piorou, recentemente, diante de seu envolvimento com drogas e desligamento da empresa em que trabalhava e do programa jovem aprendiz.
“Diante de toda a situação evidenciada, mais do que nunca se faz necessário que o Poder Público assuma suas responsabilidades para com esse jovem, de modo que, através dos órgãos, agentes e equipamentos públicos competentes, ele receba todas as intervenções estatais destinadas a promover a plena efetivação de seus direitos, algo que lhe vem sendo negado, de forma ilegal, indevida – e logicamente inadmissível –, desde sua infância”, defende a promotora de Justiça.
Ministério Publico

Matinhos: Escola terá que disponibilizar professor de apoio a adolescente com problemas de saúde

A Vara de Fazenda Pública da Comarca de Matinhos (Litoral do Estado) determinou que o Estado forneça um professor de apoio à comunicação alternativa (PAC) a uma adolescente de 14 anos com problemas de saúde que comprometem sua aprendizagem, especialmente no que se refere à escrita e à leitura.
Segundo a Promotoria de Justiça, a menina, que estuda na escola estadual Mustafá Salomão, foi retida no 7º ano do ensino fundamental por não ter sido disponibilizado um professor PAC, profissional necessário ao bom desenvolvimento da adolescente.
     A mãe da adolescente relatou ao Ministério Público que, na época em que a família residia em Portugal e em Maringá, sua filha contava com profissional de apoio para estudar. No entanto, na escola em Matinhos, onde está matriculada desde agosto do ano passado, o professor de apoio não foi disponibilizado, o que prejudicou o rendimento escolar da garota.
Na ação, a promotora de Justiça Rosany Pereira Orfon argumenta que, sem o professor de apoio, toda a aprendizagem da adolescente ficará comprometida.
Ministério Público

Portuários protestam e denunciam que Appa não cumpriu acordo

Cerca de 50 trabalhadores, da categoria dos auxiliares de serviços gerais, fizeram um protesto em frente da sede da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) na segunda-feira (31), informou o Blog da Luciane e o jornal Diário do Comércio.
Portuários protestam e denunciam que Appa não cumpriu acordoEles pedem o pagamento da indenização referente a supressão das horas extras, que teria causado uma perda salarial de aproximadamente 50%. Segundo os trabalhadores, o pagamento foi prometido pela Appa em um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) assinado com o Ministério.
 
Novas manifestações
 
O protesto se repetiu na terça-feira (1º) . Com pneus queimados, cerca de 80 trabalhadores fecharam a avenida Ayrton Senna, devido a negativa das reivindicações que foram levadas por representantes da categoria ao no Ministério Público do Trabalho.
 
A avenida que dá acesso ao Palácio Taguaré, sede da Appa, ficou fechada por aproximadamente 1 hora. Policiais militares, da Guarda Portuária e Corpo de Bombeiros acompanharam a manifestação. Os trabalhadores prometem realizar os protestos por tempo indeterminado, até que recebam uma resposta por parte do Governo.
 
Segundo o presidente do Sintraport (Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários), Orlei de Souza Miranda, eles aguardam uma audiência, ainda esta semana, com o governador Beto Richa. 
 
Segundo o blog, o protesto não impediu o funcionamento do Porto e os trabalhadores que estavam na escala trabalharam normalmente.