terça-feira, 26 de maio de 2015

Professores de Paranaguá acampam em frente ao Núcleo Regional de Educação.

Mesmo com a chuva, os professores que estão em greve, permaneceram em protesto contra a administração do Governo do Estado, em frente ao Núcleo Regional de Educação em Paranaguá.
Perguntas e respostas sobre a greve
Por que da greve?
A GREVE é um instrumento para que os(as) trabalhadores(as) tenham suas reivindicações atendidas. Os grandes avanços da categoria foram obtidos usando a greve como instrumento.
As conquistas gerais dos(as) trabalhadores(as), como a aposentadoria, o auxílio-doença, as licenças, férias, limitação da jornada de trabalho, 13° salário, e outras garantias foram conquistadas com movimentos de greve.
Sem falar de direitos como o voto e a representação democrática das instituições públicas.
A Constituição Federal aceita a greve como instrumento da Categoria e o Supremo Tribunal Federal reconhece a greve como instrumental legal das organizações dos(as) trabalhadores(as).
A greve é política?
A greve é o recurso que os(as) trabalhadores(as) têm para serem ouvidos(as) e, no nosso caso, para dar efetividade às negociações. É um novo momento político na conjuntura atual deste governo, que vem desconstruindo direitos já conquistados. Sempre que reivindicamos nossos direitos estamos fazendo política, porém, não podemos aceitar falas de desconstrução do nosso movimento que tentam caracterizar como uma ação eleitoral ou partidária. Nosso compromisso é como sempre foi: com a luta dos(as) trabalhadores(as). Portanto, reafirmamos: a greve é para resolver a pauta da categoria.
Quem deflagra a greve?
Fazer ou não a greve é decisão do conjunto da categoria, definida por voto em Assembleia Estadual, que é a instância de competência legal para isto. Após ser votada na Assembleia, esta decisão de permanência ou suspensão na GREVE só pode ser tomada em nova Assembleia, com o conjunto da categoria. A greve não é uma decisão individual e sim coletiva. Também não pode a decisão individual se sobrepor à da categoria.
Cada escola ou município pode definir se é contra ou a favor da greve?
Não. A decisão foi tomada na Assembleia Estadual, portanto é soberana e coletiva. Também a decisão de poucos, de uma pequena parte, não pode, de maneira alguma, se sobrepor a da categoria. Desta forma, votação por escola sobre a decisão de fazer ou não a greve é um erro que indica vícios de regimes autoritários. Além disso, os avanços conquistados são para todos e todas, portanto, todos e todas na luta sempre!
Na minha escola estão dizendo que o Núcleo está solicitando que quem for fazer greve, assine uma lista. Devo assinar?
A comunicação de GREVE é feita oficialmente pelo Sindicato para o governo do Estado e para a Secretaria de Educação. Nenhum(a) professor(a) ou funcionário(a) tem que avisar que está em greve individualmente. Em nosso caso, a comunicação devida foi feita através de ofício ao governador e ao secretário de Estado da Educação. Nenhuma lista deve ser assinada, pois não tem nenhum valor legal, a não ser servir de mera intimidação. Caso alguém já tenha assinado, não se preocupe.
Diretor(a) pode fazer greve?
Pode e deve. É o correto a ser feito. Os(as) diretores(as) também usufruem dos avanços e conquistas, portanto, o justo é que estejam juntos na luta.
Os(as) diretores(as) que fazem greve respondem processo administrativo?
Não, pois a greve é um direito constitucional de todos(as) trabalhadores(as). Antes de sermos diretor ou diretora, somos trabalhadores(as) em Educação, portanto, com o dever de respeitar a decisão soberana da Assembleia.
Temos que repor os dias em greve?
Como temos compromisso com a Educação de nossos(as) estudantes, iremos repor para garantir que o conteúdo seja dado e alcancem as horas-aulas necessárias. O calendário de reposição, sem punições, entrará no conjunto da negociação ao final da greve.
É verdade que se o(a) funcionário(a) não fizer greve, não precisa fazer reposição?
Não, pois da mesma forma não dá para a escola funcionar sem o quadro adequado de funcionários(as). Após a GREVE todos e todas trabalham na reposição.
É verdade que se o(a) professor(a) não fizer greve, não precisa fazer reposição?
Não, pois informamos aos pais, mães e estudantes sobre a greve. E nossos(as) estudantes não comparecerão. Mesmo que alguns compareçam, a Secretaria de Estado da Educação tem que garantir para todos(as) o conteúdo e as horas letivas. Assim, todos(as) os(as) professores(as) farão a reposição dos conteúdos e, portanto, dos dias de greve.
A APP quer negociar?
A APP-Sindicato sempre levou todos os temas e reivindicações ao governo, que é quem deve implementar as políticas. Como o governo deixou de cumprir o que havia assumido de compromissos, e também passou a retirar direitos, foi necessário, neste momento, ampliar a pressão até a GREVE GERAL. A APP está sempre disposta a debater, a negociar e resolver a pauta. MAS é necessário que o governo apresente soluções, propostas que se efetivarão.
PDE pode fazer greve?
Todos e todas devem fazer a greve para cumprir a deliberação da Assembleia. A greve é um direito constitucional e nenhum trabalhador(a) pode ser prejudicado. A questão dos prazos do PDE entrará na negociação do final da greve, assim como todas as reposições. Se em algum momento o(a) professor(a) tiver algum prejuízo na carreira, nosso Departamento Jurídico estará atento para fazer a defesa.
Novos concursados podem fazer greve?
Sim, porém antes devem ter tomado posse no Núcleo Regional de Educação, de acordo com o calendário apresentado por cada núcleo, e devem se apresentar na escola para tomar o exercício da função. Caso não haja possibilidade de tomar exercício, a situação deve ser comunicada ao Núcleo Regional de Educação. Nenhum servidor, recém concursado ou não, pode ser individualmente penalizado por aderir à greve, pois a deliberação de greve se dá através de assembleia e representa a decisão coletiva da categoria.
Qual é a pauta da greve?
1. Data-base (8,14%).
2. Piso Nacional para professores e funcionários (13,01%), retroativo a janeiro.
3. PSS - Pagamento pela maior habilitação.
4. Porte de Escola (condições de trabalho).
5. Concurso Público para professores e funcionários.
6. Enquadramento dos aposentados no nível II.
7. SAS.
8. Hora-atividade de 50%.
9. Incorporação do auxílio-transporte ao salário.
10. A não punições e faltas aos(às) trabalhadores(as) da Educação em greve.
11. Calendário único de reposição.
Obs: estava inicialmente na pauta, também a retirada ou rejeição do projeto de lei que alterou o Regime Próprio de Previdência dos Servidores.
O Sindicato está desrespeitando o Poder Judiciário?
Não. Os sindicatos não deixaram de cumprir a ordem judicial de suspensão da greve e de “retorno ao trabalho dos professores”. Ocorre que, a partir da notificação judicial, recorremos da decisão e isto ainda tramita e não foi julgado. Desta forma, entendemos que não estamos desrespeitando o Poder Judiciário. Em um Estado Democrático de Direito, é assegurada a legítima defesa e, no nosso caso, há garantias constitucionais para o direito de greve. A Justiça não tratou nossa greve como ilegal e/ou abusiva.
Ambições políticas acima do ‘bom senso’ e do direito dos estudantes?
Este argumento tem sido usado a todo instante pelo próprio governador Beto Richa, desde outubro passado. Logo após a eleição, em primeiro turno, o governador passou a acusar a APP de fazer oposição partidária ao seu governo.
Uma forma de criminalizar o movimento sindical e atacar seus dirigentes. A categoria tem uma pauta extensa e, por isso, participa intensamente da greve deste ano.
A própria população paranaense tem reiteradamente nos apoiado. Na verdade, quem não age com bom senso é o governo, que trata as questões políticas com truculência e violência (como vimos recentemente no massacre do dia 29). O desgaste do governador é produto dos equívocos desta política, para não falar das barbáries que ele próprio cometeu.
Quanto ao direito dos estudantes – aos 200 dias ou às 800 horas anuais previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) -, como em outros momentos de greve, de nossa parte está garantido: reposição das aulas e dos conteúdos necessários para uma significativa aprendizagem dos estudantes.
O PL da Previdência já foi aprovado. E agora?
O governo NÃO DEBATEU amplamente com os sindicatos o projeto de lei (PL) aprovado no último dia 29. Inclusive, algumas matérias em veículos de comunicação demonstram os riscos previdenciários no futuro, o que mostra a má-fé do governo, e não da APP, uma vez que não há garantias financeiras de que o modelo até então superavitário – graças a contribuição dos servidores públicos - se sustentará em longo prazo.
O que criará um sério problema para os futuros governantes. E, claro, com a nova lei o governo pode, sim, “meter a mão” escancaradamente no dinheiro dos(as) servidores(as) públicos contribuintes.
Durante o acordo de greve de fevereiro, havia o compromisso de não reduzir direitos em relação às questões previdenciárias e, muito menos, atropelar os encaminhamentos durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
O governo descumpriu os dois acordos: ao migrar a massa previdenciária de um fundo para outro e ao promover regime de urgência na Alep. Em regime de urgência, o prazo de tramitação de uma Comissão a outra, na Assembleia, se reduz há apenas 24 horas. Daí surge a pergunta: que debates deputados(as) e população em geral podem fazer na exiguidade de apenas um dia sob o regime de urgência?
E a data-base?
Sim, este é um item da nossa pauta. E não, ele não caiu na pauta da greve de paraquedas. Desde 1º de janeiro vigora a Lei do Piso Nacional com índice de reajuste em 13,01% para o magistério e, até agora, o governo nada indicou sobre o cumprimento desta lei. Portanto, o governo sabe dos índices que são públicos desde lá... E deveria ter aproveitado no Dia dos(as) Trabalhadores(as) para, além de alardear o índice de reajuste do Piso Salarial Regional (8,84%), também encaminhar um projeto com os reajustes necessários aos(às) professores(as), funcionários(as) de escola e demais servidores(as). Mas, não. E isso não é taxado como má-fé... Nossa luta legítima, que se faz pela força do movimento, é para que tenhamos os reajustes já garantidos em lei (caso do Piso Nacional para o magistério) e não é um pretexto para desgaste político do governador e de sua equipe.
Se o governo sabe que em maio temos data-base, que existem indicadores nacionais de reajustes – e ele próprio reconhece isso ao atualizar o Piso Salarial Regional –, por que não propôs as negociações antes do movimento decidir-se por greve?
Não é nossa culpa despreparo e a falta de planejamento de um governo que vai para seu 5º ano de gestão. Temos direito à data-base (8,17%) e ao pagamento do Piso Nacional para professores e funcionários (13,01%), retroativo a janeiro.
E a hora-atividade de 50%?
Este também é um item histórico da nossa pauta. Nessa última assembleia da categoria aprovamos a retomada do tema da ampliação da hora-atividade. A revindicação agora, inclusive, tem respaldo pedagógico e legal, com a aprovação do Plano Nacional da Educação.
De acordo com a meta 18 do Plano, os governos estaduais têm um prazo de 5 anos para implantar, gradativamente, os 50% de hora-atividade na rede pública de ensino. O Sindicato quer que o governo apresente a sua proposta de implantação dessa conquista da Educação.
Fonte: Appsindicato

Policiais militares salvam bebê de apenas 12 dias em Guaratuba

Policiais Militares de Guaratuba, pertencentes à 2ª Cia PM do 9º Batalhão, receberam uma missão atípica das quais está costumado a conviver em seu dia-dia, foi na última terça feira (19/05), por volta das 23h30min, na Av. João Batista Pedroso no bairro Piçarras, desta vez um pai aflito liga para o telefone de emergência da Policia Militar (190), relatando que seu filho de apenas 12 dias havia se afogado enquanto tomava sua mamadeira, um bebê já quase sem vida e uma família desesperada em busca de socorro, no outro lado, o Policial Militar Sgt. Posser, atende o telefone de emergência da Policia Militar e imediatamente orienta o pai do criança, de como realizar a manobra de desengasgue para bebê, em outra linha o policial militar buscava orientações com uma equipe do SAMU, e assim que recebia a informação repassava para o pai realizar no bebê, o município que possui duas ruas com o mesmo nome, não foi um complicador para os policiais conheciam bem a região, e imediatamente deslocaram para o local, enquanto um outro policial que trabalha na Central de Operações (COPOM) continuava na linha com o pai do bebê repassando as orientações necessárias.
Em poucos minutos a equipe policial militar composta pelo Sgt. Posser e o Sd. Glaubmir chegam na residência, e encontram o bebê já desfalecido, o Policial Militar pega o bebê no colo e continua o procedimento da manobra de desengasgue, e o bebê consegue vomitar e volta a respirar, imediatamente a equipe policial encaminha o pequeno Davi Jhoseph de apenas 12 dias para o Pronto Atendimento de Guaratuba, para que os demais procedimentos médicos fossem adotados.
No dia seguinte a equipe policial voltou à casa de Davi para visitá-lo, os pais emocionados e muito agradecidos não sabiam como agradecer os policiais, a mãe do pequeno Davi comenta, “Se não fosse os dois..., acho que meu bebê não estaria aqui no meu colo...”. O pai emocionado completa “ ...na hora em que precisei, eles estavam aqui, no momento certo...” “ hoje estamos aqui com a criança viva e felizes!” declara um dos policiais que participou no atendimento desta ocorrência.
Ações como esta demonstram a credibilidade do trabalho da Policia Militar, que diuturnamente estão à disposição da sociedade para dar atendimento e auxilio nas mais diversas situações que possam ocorrer.
Comunicação Social 9º BPM

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Exportação de soja por Paranaguá em abril é a maior da história

A exportação de soja pelo Porto de Paranaguá bateu o recorde histórico de movimentação mensal em abril deste ano.
Ao longo do mês passado, o porto escoou 1,476 milhão de toneladas de soja, superando o recorde anterior de 1,447 milhão de toneladas, registrado em março de 2014 em 2%.
Em relação a abril de 2014) a diferença é ainda maior: 6%. A marca é resultado do aumento de produtividade nas operações de grãos em Paranaguá.
“Em março tivemos a inauguração de dois novos shiploaders, que representam bem a nossa preocupação em dar mais agilidade ao usuário do porto”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. O resultado foi conquistado apesar de o mês ter registrado mais de 140 horas de chuvas, que paralisaram a operação.
MAIS CAPACIDADE - Os novos carregadores têm capacidade nominal de carregamento 33% maior do que os antigos equipamentos da década de 70.
Com isso, o Corredor de Exportação do Porto aumentou a velocidade de operação, de 1,5 mil para 2 mil toneladas por hora. Outros dois shiploaders novos já estão sendo montados no Corredor de Exportação e passarão a funcionar no mês de agosto.
A Appa investiu R$ 59 milhões na aquisição dos equipamentos. O INVESTIMENTO fez parte de um pacote de R$ 511 milhões aplicados no Porto de Paranaguá de 2011 a 2014 em obras de melhoria, infraestrutura e novos projetos no Porto de Paranaguá.
NOVO PATAMAR - O recorde de exportações registrado em abril evidencia um crescimento de patamar na produtividade. Em 2012 e 2013, as maiores marcas mensais foram de 1,1 milhão de toneladas, 300 mil toneladas a menos que o recorde alcançado no mês passado.
Ao longo do mês, mais de 37 mil caminhões chegaram em Paranaguá0,35cm carregados de grãos para descarregar no porto.
“O importante é que conseguimos bater o recorde sem impactos na cidade, com uma chegada ordenada dos caminhões”, afirma o diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese.
No acumulado dos quatro meses do ano, já foram embarcados 2,8 milhões de toneladas do grão. Além disso, no mesmo período foram exportadas 871 mil toneladas de milho e 1,5 milhão de toneladas de farelo pelo porto paranaense.

GERAL - O recorde nas exportações de soja foi o principal responsável pelo aumento das exportações gerais pelo porto paranaense em abril de 2015. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 7%.
Outro produto que colaborou para esta marca foi o escoamento de açúcar.
Ao longo do mês, foram exportadas 237 mil toneladas do produto, vinte vezes mais que o volume movimentado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 10 mil toneladas.
IMPORTAÇÃO – No sentido contrário do comércio exterior, a importação de contêineres foi o principal destaque no Porto de Paranaguá.
No mês de abril, foram movimentados 35 mil TEUs na importação, 14% superior do movimentado no ano passado. No acumulado do ano, a entrada de cointeineres pelo terminal paranaense registra a marca de 128,6 mil TEUs, com aumento de 8% em relação aos quatro primeiros meses de 2014.
Fonte: APPA

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Governo do Paraná anuncia desconto de dias parados dos professores

O governo do Estado lamenta a decisão da assembleia dos professores do Paraná. Todos os itens acordados em março com a categoria estão sendo cumpridos. O governo determinou hoje que as eventuais faltas a partir de segunda-feira, dia 27, de professores e funcionários da Educação sejam descontadas em folha de pagamento. Diretores e chefes de núcleo estão orientados a fazer as anotações e encaminhar os dados à Secretaria de Estado da Educação do Paraná. A nova paralisação vai comprometer gravemente o cronograma de estudos e, consequentemente, o rendimento escolar os alunos, já que o calendário escolar teve que ser refeito uma vez.

Cabe ressaltar que a Procuradoria Geral do Estado já ingressou com medidas judiciais para decretar a greve ilegal e abusiva. Ao contrário do que ocorreu durante a greve do início deste ano letivo, a partir de agora serão anotadas as faltas para posterior desconto salarial. 

Apontado como um dos principais motivos da retomada da paralisação, o projeto de lei 252/2015, que trata da revisão do plano de custeio do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Paraná, foi amplamente debatido durante cinquenta dias. Ficou claro que o projeto não altera em nada o pagamento de proventos a aposentados e pensionistas do Estado. Não há mais nada que possa ser dito contra a intenção do governo estadual de proteger o sistema previdenciário e equilibrar o caixa do Tesouro Estadual.

Clima colabora e Paraná pode colher nova safra recorde

A produção paranaense de grãos nesta safra 2014/15 tem potencial para ser uma das maiores dos últimos anos, podendo alcançar um volume total de 37,4 milhões de toneladas. Do total, cerca de 22 milhões de toneladas são da safra de verão, que já foi colhida. Outros 15 milhões de toneladas são da segunda safra de milho e da safra de grãos de inverno, que estão em campo e, portanto, ainda dependem do comportamento do clima daqui para a frente. 


A projeção está no relatório de abril feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, divulgada nesta segunda-feira (27). O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirmou que as condições climáticas estão favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, com chuvas regulares e temperaturas amenas. “Mas existe o risco de perdas com a chegada do inverno e quedas abruptas de temperatura”, disse ele.

SOJA E MILHO - A produção total de grãos está sendo impulsionada por nova safra recorde de soja, já colhida, que atingiu volume de 16,9 milhões de toneladas, cerca de 16% maior que a anterior. A área plantada na safra 2014/15 cresceu 4%, chegando a 5,07 milhões de hectares, quase toda a área agricultável do Estado nesse período do ano.

Além da soja, está colaborando para uma grande produção o plantio da segunda safra de milho, cuja expectativa de produção é de 10,04 milhões de toneladas, um pouco abaixo da anterior, mas ainda assim acima de 10 milhões de toneladas, e a safra de trigo, que tem potencial para produzir 4,07 milhões de toneladas. “A lavoura de milho está em campo e o plantio do trigo está iniciando. Assim, ainda dependem do clima para que as expectativas sejam concretizadas”, diz o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni.

TRIGO - O trigo já começou a ser plantado no Paraná e deve ocupar uma área de 1,36 milhão de hectares, o que representa um leve recuo de cerca de 2% em relação ao ano passado. Para o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, essa cautela é reflexo do desestímulo do produtor com a queda nos preços do trigo. 

No ano passado, nessa mesma época, o produto atingiu a cotação de R$ 42,00 a saca e recuou para R$ 31,21 em março de 2015, período em que o produtor faz suas opções para o plantio de inverno. Na última semana, a cotação do trigo evoluiu para R$ 35,15 a saca, mas ainda abaixo do preço praticado no ano passado.

Segundo Godinho, a valorização do dólar frente ao real até ajudou a melhorar o clima de comercialização do trigo, que depende de importação para suprir a demanda no mercado interno. “Apesar da influência positiva, a valorização não é garantia que vai fazer a diferença daqui para frente”, disse Godinho, ao explicar o comportamento cauteloso do produtor.

MILHO SAFRINHA - A lavoura de milho da segunda safra está se desenvolvendo bem, com condições climáticas adequadas até o momento. Apesar de expectativa de safra levemente inferior a do ano passado, o fato é que as projeções de produtividade estão boas tanto no Paraná, como em outras regiões produtoras, o que pressiona os preços para baixo e desanima o produtor. 

Por conta desse quadro, o produtor vem acelerando as vendas futuras de milho da safrinha, sendo que no Paraná cerca de 13% da segunda safra já foi vendida, o que reflete a pressa do produtor em travar o preço que está com tendência de queda - oscilando entre R$ 21,00 e R$ 20,50 a saca.

De acordo com o administrador de empresas Edmar Gervásio, as vendas antecipadas já realizadas até agora, representam um aumento de 130% em relação à média de vendas futuras das ultimas três safras.

FEIJÃO - O feijão de segunda safra apresenta boa qualidade de produção devido à estabilidade do clima. A safra deverá alcançar 410 mil toneladas, cerca de 2% acima da produção do ano passado (de 401,8 milhões de toneladas). Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, o destaque dessa safra de feijão fica por conta do aumento da produtividade que esse ano alcançou 1.899 quilos por hectare, uma elevação de 25% em relação ao ano passado. “É a melhor produtividade dos últimos 8 anos e isso se deve basicamente ao clima”, avaliou o técnico.

COMERCIALIZAÇÃO - Em relação a comercialização, houve recuo nos preços, mas os atuais patamares ainda estão sendo considerado bons. O feijão de cores está sendo vendido em torno de R$ 113,00 a saca e o feijão preto, por cerca de R$ 105,00 a saca.

A safra de soja, já encerrada está com 48% da produção vendida, apesar da retração de cerca de 8% nos preços – de R$ 62,00 a saca no ano passado para os atuais R$ 57,00 a saca. Segundo o chefe da conjuntura do Deral, Marcelo Garrido, a elevação do câmbio compensou um pouco ao produtor a defasagem no preço de venda da soja, mas o que conta é que esse produtor está capitalizado, vindo de quatro safras boas.

A expectativa agora recai sobre o comportamento do mercado de câmbio para saber como os outros 50% da produção serão comercializadas e escoadas. Daqui para a frente, a formação do preço da soja depende do início do plantio do grão nos Estados Unidos, cuja primeira expectativa de produção será divulgada no mês que vem. “O produtor de soja está de olho na safra norte-americana e será esse o mercado que vai ditar as regras daqui para frente”, disse Garrido.

Morador de Pinhal é assaltado por bandidos armados quando se preparava para viajar ao Paraguai

Por volta das 21h55min do dia 24 de abril de 2015, a equipe da viatura 10268; solicitante informou que havia sido roubado por dois indivíduos armados. Com intuito de averiguar a equipe deslocou ao local onde, um homem relatou  que dois homens de estatura alta, magros, armados de revólver, ambos vestidos de calça jeans sendo um de jaqueta vermelha outro de roupa preta invadiram sua casa e o surpreenderam na garagem juntamente com sua filha, apontaram o revolver em sua cabeça anunciaram o assalto e roubaram a quantia de cinco mil reais que estava em seu bolso e um celular marca LG de cor branco; Relatou ainda que estava com o dinheiro, pois iria viajar para o Paraguai fazer compras e que após o fato os autores fugiram provavelmente em uma motocicleta, porém não soube precisar qual, pois foram orientados a ficarem deitados com a face virada para o chão durante a ação dos assaltantes. Diante dos fatos a vítima foi orientada quanto aos procedimentos a serem adotados e lavrado o BOU.  E em posse das características repassadas foi realizado um patrulhamento pelas vias e entradas da cidade assim como também repassadas para as cidades vizinhas, mas sem êxito ate o presente momento. 

Conselho Municipal do Idoso de Ibaiti promove pré-conferência

O Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Ibaiti promove no dia 30 de abril, próxima quinta-feira, a pré-conferência municipal dos direitos da pessoa idosa.

O encontro que será realizado no Salão do idoso, na Vila Guay,  tem por objetivo discutir propostas para implantar e implementar políticas públicas voltadas para a pessoa idosa.

O início está marcado para as 08h30m. A organização é em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social.